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sexta-feira, 17 de abril de 2015

domingo, 23 de novembro de 2014

Ainda Hoje Rio à Gargalhada com Isto:

Há uns anos um ilustre meu desconhecido, de pseudónimo Cálssio, escreveu isto a comentar a minha colaboração no blog de um amigo.
Esclareço é que nunca dei "consultas nua", como ele afirma. O tal senhor, apesar de ter muito sentido de humor, confundiu, como é costume, naturismo=nudismo com outras palavras k tenham a mesma raiz. Os naturólogos não dão consultas nus. Salvo talvez nalgum campo de nudistas. ;) LOL

Pronto! Já está tudo esclarecido e podemos começar a deliciar-nos com o humor do tal senhor.
Dentro em pouco vou interromper às gargalhadas. ;)

"O barco de Maria Afonso Sancho.





No blogue do João Chaves passou a escrever, também, uma senhora chamada Maria Afonso Sancho. A Maria Afonso Sancho é nutricionista e naturóloga e, para além disso, apresenta-se ao mundo comoespecialista em bem-estar e espiritualidade. Ora, apesar de ainda não ter tornado público que tipo de benefícios encontra ela pelo facto de dar conselhos de alimentação toda nua, não há dúvida que os artigos de opinião que assina no blogue do supra-nomeado cabeleireiro contribuem, em grande medida, para o bem-estar das pessoas. Senão de todas as pessoas, pelo menos da pessoa que agora redige estas linhas.
Até à entrada em cena de la Sancho, visitar a casa do João Chaves (a virtual, entenda-se) era comprovar até à exaustão que o método David Motta de assinar blogues fez escola, de facto. Ainda que até para o copy-paste de imagens de moda, design e luxo seja preciso bom-gosto, a verdade é que aquele que disputa com Eduardo Beauté e Isabel Queiroz do Vale o troféu de Mais Famosa Dona de Salão de Portugal tem ali umas coisas giras. Capas da Vogue ao calhas, manequins a preto e branco só com uma toalhinha à frente, interiores de hotéis onde nunca poisará os reais pés, jóias penduradas em fruta da época e um nunca acabar de petiscos para os olhos e gatilhos para a inveja. A futilidade como modo de vida – e porque não? Só que os conselhos espirituais da Maria João Sancho vieram dar outro gosto àquilo. Talvez para contrabalançar o cabeçalho onde figura um João Chaves altamente estilizado e em tons de rosa-choque, tudo o que a Maria escreve é pura harmonia. Pese embora o total desprezo pelos acentos ortográficos, esta mulher destila sapiência e sensatez. Assim sendo, e porque me custa ler estas coisas sem as partilhar com alguém, passo a reproduzir excertos (comentados) do texto que acompanha as imagens de um fabuloso iate da Hermés. Maria Afonso Sancho no seu melhor.
  • Eh surpreendente, este barco, quando visto de cima. Parece uma proa perdida no oceano. - Já de lado, mete nojo. Parece uma traineira.
  • De frente ateh tem um ar bastante convencional. Para garantir um minimo de navegabilidade. – Aquela água toda à volta também já está muito vista. Mas faz falta, para garantir um mínimo de navegabilidade.
  • Todos estamos eh fartos de barcos acanhados. – Dizer que estamos todos fartos é pouco, querida Maria Sancho. Já ninguém dorme com os nervos que a existência de barcos acanhados em nós despoleta.
  • E dentro tem uma arvore com um pouco de prado. Para os caes nao terem de ser levados ao jardim? – Claro que sim, é para isso mesmo que está lá a árvore. Porque a primeira coisa que pensamos quando entramos no nosso iate de luxo desenhado pela casa Hermés é: mas onde é que vou pôr o cão a cagar? Nice, está ali um pouco de prado no meio da sala. Ali Sinupe, ali!
  • Acho que eu preferiria ter um barco destes que uma grande casa. – Ah, eu cá acho que preferiria ter uma casa tão grande que coubesse lá o mar todo. Mais o barco.
  • Soh estou com uma duvida: como eh que ele atraca? – De proa, evidentemente.
  • Mas entao onde fica o lugar para o helicopetro, ou lancha, para ir a terra? – Mas ir a terra fazer o quê, Maria Afonso? Se já nem precisas de levar o cão ao jardim?
  • Vou continuar a pensar nisto. – Convém explicar que as nutricionistas-naturólogas têm o dom de se auto-esclarecerem acerca do lugar onde são instalados helicópteros e lanchas, se para isso recorrerem à força do pensamento continuado."
Encontra o texto aqui: https://calssio.wordpress.com/2009/10/29/o-barco-de-maria-afonso-sancho/

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Eu na Publicidade Antiga - Gala RTP 50 Anos



Encontrei este filmezinho agora. Nunca o tinha visto.
Andava tão ocupada a trabalhar, então.
Pelo minuto 1m20s  apareço eu. É na publicidade ao creme de barbear Palmolive.

domingo, 15 de junho de 2014

Ultima Carta de Maria Antonieta a sua Cunhada. Reconfortante. :)





Antes de ser executada a rainha redigiu esta missiva. Foi na manhã 16 de Outubro de 1793.
A carta nunca foi entregue a quem tinha sido dirigida: a sua cunhada, Madame Elizabeth Heléne de France.
Contudo ainda está aqui para nos reconfortar.
Como é bom ler as palavras de uma pessoa bem formada e com bom coração! :)



É a ti, minha irmã, que escrevo pela última vez.
Fui condenada não a uma morte vergonhosa, esta só se dá aos criminosos, mas a reunir-me a teu irmão. Inocente, como ele, espero mostrar a mesma firmeza nos últimos momentos. Estou calma como se está quando a consciência não nos acusa de nada; tenho, porém, uma dor profunda, de abandonar os meus pobres filhos; sabes que eu não existia senão para eles e para ti, minha boa e terna irmã!
Em que situação te deixo, a ti, que, por amizade, tudo sacrificaste para ficar connosco!
Soube, durante o meu processo, que a minha filha está separada de ti. Coitada! Não ouso escrever à pobre criança, tanto mais que não receberia a minha carta. Não sei mesmo se esta chegará às tuas mãos.

Recebe, a minha bênção para ambos; espero que um dia, quando forem mais velhos, poderão reunir-se contigo e apreciar completamente os teus ternos cuidados. Peço que eles se lembrem sempre de tudo o que lhes ensinei, que o princípio e o cumprimento exacto dos próprios deveres são a primeira base da
vida e que uma recíproca amizade e uma troca de confiança mútua farão a felicidade deles.

Que a minha filha compreenda que é seu dever, dada a sua idade, auxiliar sempre o irmão com conselhos e com a sua experiência, que é maior que a dele, e que a sua amizade lhe poderá inspirar.

Que meu filho, por seu lado, tenha para com a irmã todos os cuidados e lhe preste o auxílio que a amizade possa suscitar. Sintam ambos, enfim que, em qualquer posição em que se venham a encontrar, não poderão ser verdadeiramente felizes senão graças à sua união; tomem-nos para seu exemplo. Quanta consolação nas nossas desgraças nos veio da nossa amizade. E a felicidade goza-se duplamente quando é possível dividi-la com um amigo. Onde se podem encontrar amigos mais ternos que na própria família?
Meu filho não deverá nunca esquecer as últimas palavras de seu pai, que lhe repito expressamente: Não procure nunca vingar a nossa morte.