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quinta-feira, 12 de julho de 2012

DIARIO DA RECUPERAÇÃO DAS QUEIMADURAS. 2º Dia



Na foto vemos a coxa esquerda onde cada vez se tem notado mais o percurso do azeite a ferver.
Vemos tambem as bolhas gigantes e os restos de emplastros que ficaram agarrados. Os quais acho mais prudente deixar ficar. Tentei com a agua do duche e não sairam... portanto eles lá sabem.  


2º Dia:
Parece-me ter tido melhoras muito rápidas.
Consegui dormir alguns bocados. E até estar de mão dada com o meu amor.
Comecei a noite com um gorro de pura lã enfiado na cabeça alem da camisola de felpa e os dois casacos. Tapei-me com um plaid. Mas as franjas “arranhavam” a pele em cura. O edredão é muito melhor. Apesar de o folho de bordado ingles tambem dá a sensação de arranhar a pele.
A perna esquerda tem de estar sempre frente ao ventilador e com sprayzadas de água. Ficou com espasmos sempre que algo não estivesse bem. Já estou farta de tanto frio mas sem ele tudo queima.
À perna direita consigo mante-la tapada. Apenas o pé precisa ficar de fora pois com o calor do edredão também arde.
Tenho bebido apenas chá de 3 anos com kombu e agar-agar. Para manter o intestino limpo apesar de estar a fazer jejum sem grande preparação.
Comi apenas 2 galetes de arroz bio da Provida.
...
Fiz novo emplastro frio:

quarta-feira, 11 de julho de 2012

DIARIO DA RECUPERAÇÃO DAS QUEIMADURAS: 1º DIA



Na foto vemos a zona de queimadura profunda na coxa. É o maior desafio que nos está a ser posto. Evitar cicatrizes, regenerar uma pele perfeita com poros e pelinhos louros. Como tal elastica e flexivel. Ou seja funcional.
Prescindindo do enxerto que é o tratamento hospitalar convencional.
Vamos ver o que conseguimos.


Este texto assim como os seguintes, são a transcrição dos apontamentos em papel, que fui tomando a partir do dia do acidente:





1º Dia:

Depois de um almoço pic-nic de “jaquinzinhos” fritos, decidi fritar tambem um resto de batatas esquecidas há meses e as fatias de pão que tinham sobejado. Desligamos a fritadeira.
Ficamos a conversar. O J, eu e a Vanessa Rodriguez. A simpatica voluntária californiana que estuda Historia e Ciencias Políticas na universidade de Berkeley. Veio passar uma temporada a estudar em Espanha e decidiu conhecer tambem Portugal.
Eu estava sentada num dos bancos de alvenaria encostados aos pilares do telheiro. Ao meu lado uma mesinha. Tinha ainda a fritadeira em cima.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ainda mais sobre o meu Acidente com Azeite a Ferver

Carissimos amigos e amigas
Tem sido muito reconfortante o apoio que me teem dado  :)
Como devem calcular custa-me ainda estar muito tempo ao computador. Contudo tenho escrito diariamente sobre a minha evolução e o que vou fazendo.
Parece-me que o melhor a partir de agora é eu copiar essas notas e organiza-las segundo o ordinal do dia.
Ou tem uma ideia melhor?
 Agradeço sugestões. :)
E volto logo que puder.
Abraço grato por todo o apoio. <3

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ainda sobre o meu Acidente com Azeite a Ferver

Meus queridos leitores
Lamento não ser diariamente assidua à net para lhe contar desta aventura; mas como deve entender por vezes não tenho energias nem disposição para vir aqui escrever.
Prometo que sempre que puder venho aqui transcrever os apontamentos diários, à mão e em papel, que tenho feito sobre a evolução do meu corpo, mais ou menos fisico. ;-)

domingo, 1 de julho de 2012

Uns 2,5l de Azeite a Ferver ou como Sobreviver Hoje nas Guerras de "Moros y Cristianos"

tem uma fabrica de tofu e afins aqui peNesta imagem vemos os meus joelhos.
Um com ligadura pois só tinha salpicos e uma queimadura do 1º grau.
O outro com o primeiro emplastro feito, de tofu e plantas verdes.


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Há dias aconteceu-me o acidente pior da minha vida...
Um grande desafio. Um sinal muito importante para na minha vida eu mudar algo urgentemente.
Nas guerras, mediterranicas e mesmo por aqui na beira do Atlantico,  passavam a vida a deitar azeite a ferver por cima dos invasores. Garanto-lhe hoje, com pleno conhecimento de causa, que é uma arma terrível!
A californiana Vanessa, uma voluntária daquelas que passam temporadas em minha casa para "aprender a viver de forma mais ecologica", deu um encontrão numa fritadeira e entornou a maior parte do azeite em cima de mim.
Tinhamos estado a trabalhar a 175ºC. Tendo acabado, uns 5m antes, de fritar batatas e fatias de pão.
Quando tomei consciencia do que me tinha acontecido decidi saltar para dentro de um lago, que estava a uns 3m de mim.
Sendo a prioridade num caso destes parar a cozedura dos tecidos vivos,

Heal Fast - Powerful Subliminal Binaural Beat

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O meu CV

Parece-me ser um bocado estranho colocar o nosso CV num blog. Eu, pelo menos, nunca vi tal em lugar algum.
Contudo decidi fazê-lo devido a inumeráveis confusões, as quais se exacerbaram nos últimos tempos, acerca do meu percurso e multidisciplinaridade.
(Será esta mais uma das minhas atitudes pioneiras?
Se souber mais que eu neste campo informe-me, pois estou mesmo curiosa.)
Eu, como toda a gente, sou ilimitadas possibilidades. Portanto eu, tal como o meu caro leitor, sou o que "Eu Sou", mas vamos ver o que se pode explicar em poucas palavras: paralelamente ao meu percurso de alta visibilidade na moda e na escrita nos mass media, etc. fui estudando, com perseverança, assuntos pelos quais tenho grande curiosidade.
Um amigo classificou-me como Polimata outro como Artista Eclética (pintura e outras intervenções estéticas, escritora, modelo, atriz, entre outras) e Filósofa da Natureza (cura, permacultura, filosofia, etc) . Mas também são classificações que deixam muitos espaços em branco. Ao fim ao cabo o grande problema está em se pretender definir um qualquer ser humano, que é lindo e infinito, através de uma qualquer profissão limitada e definida.
E já agora informo que vejo afinidade entre todas estas áreas, a que me dediquei.
Como é típico de sobredotados, pessoas naturalmente curiosas e perseverantes, em grande parte dos casos iniciei-me como autodidata e só mais tarde encontrei grupos pioneiros de pessoas que partilhavam as minhas buscas.
Mostro uma versão de um curriculum vitae que uma grande amiga minha, Heidi, me ajudou a elaborar. Pareceu-nos a adequada aos anos mais recentes.
Pois, aqui que ninguém nos ouve, também já ando farta de ter dificuldades para explicar que os pioneiros e visionários não vão para uma escola estudar o que lhes mandam e pronto.
Além de que a pessoas automotivadas, curiosas e perseverantes, poucas escolas se adaptam. Aprendemos muito depressa e apaixonadamente. Demasiado depressa para a maioria das escolas.
Quando comecei a interessar-me por estas coisas, nem sequer existiam escolas. As quais foram criadas só recentemente, pelos então meus colegas