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sábado, 11 de maio de 2013

MEC - Miguel Esteves Cardoso entrevistado por Fatima Campos Ferreira

Vale a pena assistir até ao final desta entrevista do Miguel Esteves Cardoso:
http://www.rtp.pt/play/p1220/e116638/fatima-campos-ferreira-entrevista-miguel-esteves

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Conclusões depois do Acidente e do Tratamento

;) Aqui que ninguem nos ouve.. vou partilhar uma coisa:
Estou mesmo contente de me ter tratado das queimaduras por metodos não invasivos, naturais e sem droga alguma.
Se tivesse ido para o hospital tinham-me sedado e drogado durante meses. E depois ainda me faziam uma série de operações.É o melhor que eles sabem mas não era o que eu queria. <3

Assim aproveitei aqueles meses para desintoxicar, meditar e com todo o tempo para me dedicar a mim. Que é uma coisa que as mulheres não costumam permitir-se.
E ultimamente tenho notado um excelente alargamento do campo de consciencia e uma sensibilidade para coisas que nunca pensei ser capaz. Disto mais não conto. ;)
A pele/película está quase toda transformada em pele com pelos; com a mesma cor e textura de toda a outra. :)

Quando estiver completamente curada, publico as fotos e o diário outra vez.
♥ Obrigada por todo o apoio aqui recebido. ♥

domingo, 26 de agosto de 2012

DIARIO DA RECUPERAÇÃO DAS QUEIMADURAS: 20º Dia









20º Dia:

8h 05m – Afinal o sabado em que isto aconteceu era dia X e não Y. Estamos na 3ª semana. Ainda bem que existem os dias da semana além dos do mes para termos uma 2ª referencia. Acertei no sabado.
Incrivel verificar como isto todo me perturbou tambem a nivel não fisico. Nunca na vida me tinha sentido mentalmente cansada.
Hoje ao acordar encontrei alivio quando apoiei a cara na outra face da almofada. Tem uma superficie toda em piramides de espuma. Bizarrias de experiencias que estou a ter.
Estou a elevar os quadriz por causa do desagradavel que é continuar com eles apoiados. Tenho é de sair da cama e ir reclinar-me nas almofadas na zona onde costumo fazer yoga. Mas antes tenho de ir retirar as compressas secas e coladas pelos mucos. Molho-as com o duche fraco e espero que se soltem. Tenho tempo e paciencia para tudo. Viver o presente e na vida só nos acontecem coisas boas. 
E ver se escrevo. Alem deste diario. Preciso acabar de rever o romance “Alice na Revolução”. A editora no ano passado fez-me algumas sugestões. Estive mais de um ano a trabalhar sobre elas. E o romance melhorou muito. Logo que acabar de o rever mando-o logo para a editora.
É tão dificil parar de acrescentar detalhes, notas de rodapé e episodios. Tanta gente que me vai contando como viveram aqueles tempos. Aquela época da revolução de 1974 em Lisboa tem tantas histórias que precisam ser contadas. Tão divertidas. Tão paradoxais.
O Dan Brown diz que

sábado, 4 de agosto de 2012

DIARIO DA RECUPERAÇÃO DAS QUEIMADURAS: 16º Dia


16º Dia:


1h 55m – Vim agora do quarto de banho. Fiz amaroli (um golo) e deitei o resto sobre a perna. Comigo sentada na borda da banheira. Esperei que secasse. Duchei. Tudo como de costume.
Quando algo nos parece terrivel o amaroli é a solução evidente. E independente. Não se incomoda ninguem nem nenhum animal é torturado para se conseguir algum remedio milagroso. E caro...
Nada é mais simples e facil que usar o nosso propria urina para voltarmos à harmonia. 
Um perfeito ovo de Colombo. E um segredo de Polichinelo partilhados entre os mais sabios da Terra.
Que aparece em todas as culturas.
Eu devo ter estado a ser pouco grata pela minha cura para ter a perna num estado destes. Até faz impressão ver os tecidos mortos ao degenerarem para se soltarem. 
Tenho novos tecidos, ainda melhores do que estes eram, a serem gerados para os substituir. Pensar positivo, sempre e só. ;-)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

DIARIO DA RECUPERAÇÃO DAS QUEIMADURAS: 14º Dia


14º Dia:
00h 04m – Acordei incomodadissima com a forte luz que vinha lá de fora. Deixaram uma lampada muito forte acesa frente à janela do escritorio. Vou ter de ir lá fora apaga-la. 
Ai... custa tanto por o pé no chão.
Parece que me estão a arrancar a pele na orla da lesão. Vou mas é acender a luz da secretária para ver o que é. Isto de ter ficado a dormir no sofá do escritório acabou por me criar problemas logisticos. As almofadas são demasiado moles e afundo-me. Achava-o muito cómodo e até vinha dormir para aqui por gosto. Mas depois de tantos dias incomoda. Estou é muito perto do duche e como passo a vida a duchar a perna, faz jeito.
Quando eu era adolescente fartei-me de fazer experiencias sobre tudo. A mãe deixava pois eram estranhas mas quanto mal nunca pior dizia conformada
Uma delas foi testar porque se havia de fazer a cama de forma tão complicada. Então mandei tirar o colchao da cama (ficou meses encostado à parede ao lado do guarda fatos) e fazia a cama apenas com mantas em cima do enxergão de palha muito duro. Durante muito tempo resultou. Quando estava na cama apenas as normais 8h de sono. 
Porem adoeci

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

DIARIO DA RECUPERAÇÃO DAS QUEIMADURAS: 13º Dia


13º Dia:

18h 50m – Hoje tive visitas. O J trouxe a G para me ver e trazer uma coisa que me estava a fazer muita falta. Somos amigas desde o colégio. Ela é otima companhia pois está sempre muito divertida e bem disposta.
Almoçaram juntos feijoada de choco no restaurante “o Marques”, que fica ao fundo do muro do jardim. Disseram que estava melhor que bom e que os donos são muito simpaticos. Come-se mesmo bem ali; mas não me posso permitir "avarias" dieteticas.
Eu continuo com a mesma dieta: as galetes de arroz com farripas de umeboshi e chá de 3 anos.
...
Estivemos a ver que médico íamos chamar para nos tirar dúvidas. Ando desconfiada que está a sair pus e isso não é nada bom. Teoricamente não deveria ter infeção alguma mas este liquido leitoso não me agrada nada. E isto ainda tem uma grande superficie.  Fiquei com uma grande parte do meu corpo para o fritito... 
A G sugeriu que chamassemos o nosso amigo Eduardo (Pereira Marques) para me ver.
Ele é médico além de brilhante, muitissimo inteligente e culto. Tenho grande admiração por ele e muita pena que nos vejamos tão pouco. Fomos colegas no liceu e em medicina. Ele acabou este curso; enquanto eu mudei para a Escola Superior de Belas Artes. Mas paralelamente fui sempre estudando metodos naturais de cura, que fossem muito eficientes.
Juntos pusemos a macrobiotica/vegetariana/vegan na universidade portuguesa. Estavamos em 1973 e levavamos comida para o balcão da Associação de Estudantes de Medicina de Lisboa. Na “cantina velha”, aqui foi já por total mérito do Eduardo, o balcão do bitoque foi substituído pelo da comida macrobiotica-vegetariana. E foi logo em 1974 ou 75. O que era grande motivo de inveja dos meus colegas de escola, na Suiça.
Ele só chegou cá a casa cerca das 18h 30. Veio de transportes publicos, por razões filosóficas.
Como médico tirou-me todas as duvidas.